Não deixe de visitar a fábrica da Coster Diamonds, afinal Diamonds are a girls best friend já cantava Marilyn Monroe, e a verdade é que nenhuma mulher lhes resiste. Mas quando se fala de fortunas "bem polidas" o espectáculo é também para os homens. Na Coster Diamonds a difícil arte da joalharia está aos olhos de todos. É interessante ver como são encastradas tão valiosas pedras, a minúcia a resultar em pequenas, ou grandes obras, inquestionáveis belezas, mais para ver do que para comprar, uma vez que os preços atingem valores quase impossíveis de imaginar.
Mas a "jóia cultural" holandesa é a colecção de Van Gogh vendida pela família do artista ao Governo em 1962. O museu, com o nome do pintor, é um ponto alto da visita a Amesterdão e acumula multidões. É difícil ficar indiferente a estas obras que espelham uma vida de muitas dificuldades. Foi no Campo de Trigo que Van Gogh se suicidou, logo depois de o ter pintado num dos quadros que o veio a celebrizar. Famosos são também os vários auto-retratos, resultado não de uma fase narcisista do pintor, mas sim da escassez de meios para contratar modelos e experimentar a técnica. Para os amantes das pinceladas mágicas de Van Gogh esta é uma visita de especial prazer. O circuito dos museus inclui também o Stedelijk Museum reservado às obras contemporâneas.
Vale também a pena visitar o Amsterdam Historisch Museum, na zona antiga, que conta a história da cidade; o Museu da História Judaica, o New Metropolis (um edifício muito futurista desenhado pelo célebre Renzo Piano), dedicado à ciência e à tecnologia e o Museu Naval, que exibe à porta uma réplica de uma embarcação em tamanho natural, a fazer justiça à história do porto naval de Amesterdão, que já foi um dos mais importantes do mundo.
O Rijksmuseum é um edifício imponente, com uma das mais importantes mostras de arte da Europa. A colecção de história holandesa e as pinturas de Vermeer seriam por si só boas razões para a visita, mas o que destaca este museu e atrai tantos visitantes é mesmo a mostra de Rembrandt, 17 obras entre as quais a famosa Ronda da Noite. Foi em Amesterdão que nasceu o pintor, é motivo de orgulho nacional, e a sua casa na cidade também está aberta ao público.
Sugere-se também um passeio no Vondelpark: a maior extensão de verde da cidade, apelidada com o nome de um poeta, já que é poesia e romance que se vive neste espaço. Actividades ao ar livre, entre animais, plantas e lagos, num local que em tempos foi residência dos hippies e que agora recebe todos os que quiserem usufruir de alguns momentos de "deleite", uma palavra feita à medida deste parque, já que o dicionário a define como um "prazer suave e demorado".
No Red Light District, as "lojas" "vendem" meninas que acenam das montras aos interessados. Esta área está também repleta de sex-shops, onde se podem comprar objectos incríveis, seguramente resultado de mentes muito criativas, capazes de perturbar os mais sensíveis. Vale a pena passar, mesmo que só pela curiosidade, aliás a rua/canal principal faz parte dos percursos dos barcos de passeio turísticos. Pela água poderá mesmo visitar toda a cidade, onde, ao entardecer, o sol pinta as folhas das árvores a ouro e o quadro é de romance.
Visite a
Casa de Anne Frank, que foi
celebrizada pela publicação do seu diário. Ela foi uma das tantas vítimas da terrorífica perseguição aos judeus, que encontraram em Amesterdão defensores dos seus direitos. Aberta ao público a modesta casa onde se escondeu a família Frank é local de romaria e uma homenagem a todos os que morreram às mãos do regime hitleriano.
Uma ida a Amesterdão não fica completa sem uma visita às cidades e pontos de atracção existentes em redor. As distâncias são tão curtas num país como a Holanda que compensa fazer umas excursões adicionais a locais como Haia, Delf, Utrecht e Haarlem, cada cidade com a sua beleza própria, edifícios históricos e monumentos, tradições e eventos bem interessantes. Roterdão, cidade portuária número um, caracteriza-se pela sua arquitectura futurista. São inúmeros os exemplos de modernismo e contemporaneidade com nomes como o de Rem Koolhaas (que iniciou o renascimento arquitectónico de Roterdão e é também responsável pelo projecto da Casa da Música do Porto), Renzo Piano, e Jo Coenen a marcar a paisagem urbanística arrojada. As excelentes infra-estruturas possibilitam aos visitantes ficar a conhecer em pouco tempo tudo o que torna os Países-Baixos tão atraentes. Tal como os campos de bolbos nas províncias da Holanda do Norte e de Holanda do Sul, com narcisos, jacintos e túlipas, o símbolo máximo de um país, também conhecido como o País das Flores.
Ou os muitos rios, canais, pontes, diques e moinhos de água que lhe deram o nome de País da Água. Não só a extensa costa, com as suas aldeias históricas e reservas naturais, mas também o interior, apresentam aliciantes propostas para umas férias. A descobrir um museu, a explorar um moinho, ou a deliciar-se com os campos de flores a perder de vista, o que lhe propomos é que, quando visitar Amesterdão, vá um pouco mais longe e se aventure pela Holanda!